Marcelo em Maputo

 

Dilon Djindji (fotografia de Werner Puntigam), Kika Materula, Moreira Chonguica, Stella Mendonça, Stewart Sukuma foram condecorados pelo nosso PR. O reconhecimento, que é agradecimento deste nosso lado, do mérito próprio e dos efeitos identitários das suas obras, marcos na música urbana moçambicana e na cosmopolitização do país. É uma excelente escolha, de artistas e dos seus percursos – o agraciar do falecido Venâncio Mbande, do tão idiossincrático José Mucavele e da diva Zena Bacar teria alargado o espectro social e musical, mas dizer isto não é mínima crítica,é apenas minha divagação.

Marcelo falou muito bem na ocasião e demonstrou não só que conhece mas também que pensou (e bem) – pois é óbvio que não se tratam de palavras de assessor. E deixa um sinal – ao descentrar a atenção estatal da área literária e do “galerizável” (artes “expositivas”) está a explicitar algo fundamental, muito esquecido pelas nossas instituições e seus oficiais: as ligações culturais, as imaginações cruzadas, não radicam na língua comum. Usam-na, quando possível. Espero que isso seja percebido.

Depois disto, daquele ontem, Marcelo “é o meu homem”. Haja quem o siga no pensar as relações entre os dois países.

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