O taroísmo estatal

tarot

 

A semana preenchida pelo caso da senhora do tarot, pois esta não correspondeu correctamente a um caso de violência doméstica que uma pobre vítima lhe colocou. Não tem graça nenhuma, uma mulher (pela voz já de idade) violentada por um energúmeno – desses que há tantos – a tentar ajuda através de umas cartas mostradas no ecrã de tv. Horrível solidão, dolorosa ignorância.

O que também não tem graça nenhuma é que as pessoas reajam mal a um caso destes devido a uma resposta que consideram errada. O taroísmo mais o astrologismo e quejandos são fraudes. Como tal os seus praticantes estão desprovidos de lugar legítimo para respostas ponderadas.E é inadmissível que empresas televisivas que funcionam sob concessão estatal induzam e explorem crendices como estas. Ou seja, o problema não é a senhora falar mal sobre uma situação grave. É falar sobre qualquer situação.

Mas, claro, a “especialista” pediu desculpas, será em breve substituída, e outra maga patalójika mais cuidadosa continuará a perorar as suas aldrabices, no meio do pelotão de aldrabões do estilo que por aí andam, legitimados e potenciados por este “anunciado na tv”. O verdadeiro lugar deles, na prisão, continuará vazio. E o clamor info-popular virar-se-á para outro lado. E o Estado (os responsáveis eleitos pelos crentes nas astrologias e tralhas similares) sorri, oscilando os défices às medidas das suas necessidades.

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