(N)Euro 2016

Unknown

Portugal faz hoje o seu primeiro jogo no europeu de futebol, edição 2016. Desde 84, também em França, que o país é presença regular nestas fases finais do certame (muito gosto de certame…), apesar do sempre ofegante repórter/jornalista  Nuno Luz (da SIC) se ter confundido, o que vá lá perceber-se porquê não me admirou, e ter afirmado com ar enciclopédico-confiante que esse campeonato do nosso contentamento e habitual depressão posterior, esse do espantoso ponta-de-lança Rui Manuel Trindade Jordão e do “pequeno genial” Chalana entre outros grandes executantes, se tinha realizado dois anos depois. Lembremos que os gauleses tinham uma equipa muito boa, jogavam “em casa” enquanto Portugal era campeão interplanetário das vitórias morais – até 1984 só uma vez tinha participado de coisa semelhante, o glorioso Mundial ’66, acabando em 3ºlugar que ainda é o orgulho de tanta gente. Na equipa francesa, só para relembrar, jogava o sacana do Platini, figura maior da história do chuto no esférico, um tratante que espetou o 3ª golo a Manuel Galrinho Bento (os outros dois foram marcados por Domergue) com um coice traiçoeiro e manhoso que mais pareceu um banho gelado, aos 119′ do prolongamento dessa semi-final de sabor agri-doce. Abaixo os Franceses portanto!

Feito o relambório, deixo aqui uma fotografia que fiz na segunda viagem à exótica Indonésia, poucos dias antes do invadido Timor Lorosae se tornar um país independente. Estávamos em 2002, ia jogar-se o Mundial Japão/ Coreia em que os rapazes das quinas ao peito se portaram miseravelmente diga-se em abono da verdade e não deles, depois de um estágio comprido e cumprido em Macau com António Oliveira a permitir que a equipa tivesse mais em que pensar do que na prestação possível. Disso espero que não tenham tido conhecimento estes pequenos indonésios que mal perceberam que o tipo que tinham à frente (eu) era “portugis”, logo sacaram dos seus cromos com gritos efusivos de saudação a uma equipa de uma terra distante e para eles no além-bola desconhecida, debitando pelo menos metade dos nomes da Selecção Nacional, repetindo 3 deles com grande alegria: Gomez (Nuno Gomes), Costé (Rui Costa) e Pigo!!! Pigo!!! Pigo!!! Não pronunciavam os éfes, puseram-se sérios para o retrato, e só por forçada analogia (café / kópi) percebi que exultavam com o grande jogador que também foi Luís Figo.

20160609-setúbal0010

Caraças que um gajo comove-se, que querem…

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