Chiado turístico

António_Ribeiro_Chiado

Nove horas, ainda dia, desço com a minha filha do Bairro Alto. Em aproximando-nos do Chiado ouvimos, primeiro, e vemos, depois, uma vasta roda de turistas, entusiasmados, aplaudindo, alguns até ululando. Estão a assistir a uma exibição, um trio de dançarinos, de “break” como se dizia há décadas, não sei agora, frenéticos, acrobatas até. Um deles trepa ao monumento, nisso quase voando, e atira-se para trás, num quase “mortal”, arrancando tamanho gáudio que logo o repete. Sigo, resmungando um “como é isto possível?!”, e dúzia de passos abaixo, entre as apinhadas “Brasileira” e “Benard” ouço aquele aparente “homem estátua” ali residente. Vai-se movendo em desinteressante mímica ao som de uma desvairada e estridentíssima aparelhagem sonora que catapulta AC/DC.  Bi-resmungo “como é isto possível?” e desço para a Nova do Almada.

A câmara do arquitecto Salgado? Cobra taxas e sonha com portagens.

 

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