Mário Moniz Pereira

mario moniz

O maior vulto do desporto português. A estabelecer a ideia de que poderia haver sucesso, sobre o trabalho continuado, ultrapassando a maldita ideologia do “brilharete”, episódico, incidental, que era a ideia do que o futebol-66 tinha deixado. Deixo resumos dos dois grandes momentos dos seus gloriosos atletas, o recorde do mundo dos 10000 metros por Mamede (com comentários dele, Lopes e Mamede e também de Artur Agostinho – outro grande sportinguista) e a esplêndida medalha de ouro da maratona olímpica por Lopes. 32 anos depois um tipo ainda se comove


Antes, nos anos 70, já as gentes de Moniz Pereira tinham encetado o grande sucesso – e como era relevante esse sucesso desportivo no país de então, tão mais acanhado, confuso e pobre. Aqui deixo memória da primeira vitória do Sporting na taça dos campeões europeus de corta-mato, em 1977. No dia seguinte de manhã baldei-me às aulas e fui esperar os atletas ao aeroporto – foi a única vez que fiz uma coisa dessas e também a única vez que pedi autógrafos (ao Lopes, ao Mamede, ao Aniceto Simões, ao Carlos Cabral). A gente ficava eufórica com estes triunfos “lá fora”.

E como nisto das glórias há sempre drama recordo quando todos, miúdos e graúdos, sofremos nos 10000 metros dos Jogos Olímpicos de Montreal, com a vitória do malvado finlandês Lasse Viren, o tipo que tratava o sangue, sobre o nosso campeão Lopes.

Tudo isto e tanto mais devemos ao Professor.

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