A inauguração do Rio16

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1) “Brasil”: Temer (ou Témer?) não tem jeito. Bi-apupado, e de que maneira!, numa cerimónia desta envergadura não tem remédio, um dia ninguém se lembrará de Roussef mas os bisnetos Temer serão conhecidos como descendentes de traste;

2) “Género”: o mundo mudou, talvez tenha sido por apelo do COI mas foi espantosa a quantidade de mulheres carregando os estandartes nacionais, até de países surpreendentes em que isso aconteça. Como homem temo o futuro, o que nos acontecerá nas mãos delas? Mas foi bonito o simbolismo, a querer a equidade entre os sexos;

3) “Raça”: estão lixados os racistas. Quem se lembre de um antigo desfile olímpico, tipo anos 70s ou 80s, e o compare com o de agora verá como cresceu a mescla genética nas representações de imensos países (em tantos surpreendendo, num “afinal?!”). E isso é óptimo: daqui a umas olimpíadas ninguém se surpreenderá com isso. A pigmentação da pele, o fenotipo, nada são, e a proximidade via viagens aéreas acabarão com esse infecundo mito da “raça”;

4) “Brasiú16”: logo de início a apoteose de Gilberto Freyre, uma macro-ejaculação de multiculturalismo, uma purificação da história; e no restante nem mais do que um trabalho de propagação do mito do Brasil africano, todo aquele desfile das 200 e tal delegações sob ritmos musicais africanos (pareciam os JO de Kinshasa ou Luanda), sublinhado pelos coros (e dançarinos) de negros, uma inversão simbólica, nada mais do que um racialismo tétrico. Uma apoteose de marketing rácico-político, do desejado imperialismo brasileiro, aquilo do “sul-sul”. Do piorio, se não houvesse ainda pior;

5) “Ecologia”: após o inicial elogio da desflorestação, na parte “histórico-multicultural”, risível, veio um choradinho ecológico, uma coisa patética: na forma, a pobre criancinha negra e a flor no asfalto, etc; no conteúdo, naquele país, naquela sociedade, e sob este poder que mais devastam a floresta virgem em todo o mundo vimos ontem o mais universal (3 mil milhões de espectadores, alguém disse) dos momentos de aldrabismo. Uma coisa inacreditável – “é o (deles) Brasil brasileiro” – os gajos não têm vergonha mesmo … ;

6) cerimónia? simpática à vista: faltou Milton (já não pode?) e apenas laivos de Chico. Um momento glorioso, o desfile da modelo, este apenas com um defeito, a destoar do conteúdo ideológico propagandeado: não há uma modelo negra no Brasil, tinha que ser uma branca loura?

7) [só aqui entre-nós, da língua portuguesa] “Acordo Ortográfico 90”: os gajos escrevem os nomes dos países de um modo diferente do nosso, portugueses. Vale a pena continuarmos nesta palhaçada AO90?

Em suma? Que não haja terrorismo. E que os javalis tenham sido bem alimentados ….

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