O maratonista olímpico e a liberdade

Richer-Perez

Impressionante a atitude do etíope Fevisa Lilesa, segundo classificado na maratona do Rio2016, arriscando-se à punição estatal ao terminar a corrida cruzando os braços, assim espalhando por todo o mundo a causa dos Oromia, reprimidos pelo governo da Etiópia.

Mas no momento julguei que fosse apenas um gesto de felicidade, não percebi a dimensão política, de celebração do direito à liberdade. O que me chamou a atenção foi que passados alguns minutos chegou o cubano Richer Pérez, 46º na classificação final, terminando a corrida com este dístico, “Love Jesús”.

Sim, sou ateu. E não tenho nenhuma simpatia pelos proselitismos. Muito menos por este tipo de dísticos, que se espalham no mundo do futebol e outros desportos, associados às igrejas milagreiras das correntes cristãs. Mas impressionou-me, e muito celebrei, isto de um cubano culminar uma prova olímpica diante de todo o mundo, anunciando a sua fé religiosa. Coisa que nas últimas décadas de ditadura comunista não seria possível, seria motivo da sua perseguição e da dos seus próximos. Este “love Jesús” de Pérez no final da sempre esgotante maratona foi a celebração da liberdade, a de culto que é um princípio fundamental. E é também, ou deveria ser, o ferrete da vergonha em todos os castristas e guevaristas que para aí andam.

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