Castro

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Em 1952 escreveu Sartre que “um anticomunista é um cão” e a imbecil e indigna ideia ficou. Vejo-a não só nos miseráveis elogios que os miseráveis locutores fazem a Fidel (esse que quando eleito para secretariar os não-alinhados considerava a tétrica imperialista URSS “aliada natural” do movimento). Mas vejo-a também nos vergonhosos “pedidos de desculpa” com que alguns intelectuais lusos escrevem as suas críticas ao ditador, assim pedindo perdão aos seus amigos (ou amigos-FB) que gostam do velho traste (“eu não sou de direita”, querem dizer).

Outros louvam a política social cubana. Ok, vamos para o nosso país: acabem-se as propinas, introduza-se o livro escolar gratuito, aumente-se o subsídio de desemprego e as pensões mais baixas. E ao mesmo tempo acabe-se com a liberdade de culto, de associação, de expressão (e com o acesso ao FB, já agora), com o “garantismo” jurídico, introduza-se a prisão por delitos “políticos”. É isso que estão a louvar. É aos que querem isto, a gente desta, que se pede desculpa (“eu não sou de direita”) para se poder contestar o castrismo.
Comecei o postalzito (muito bem-disposto) citando Sartre. Acabo com Boris Vian (são leituras de época): “(estou a) hei-de cuspir-vos na campa”. Porque, de facto, os “cães” são os que defendem aquelas aleivosias. E não se lhes pede desculpas por se saber isso.

E deixo Guevara, discursando na Assembleia-Geral da ONU. Para os que louvam aquele regime:

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