Vigilância epistemológica

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(Ashanti Exhibition at the Retiro Parc, Madrid, 1897 (Photografh: A. S. Xatart). Museo Nacional de Antropología, Madrid. )

A ideia de que a academia portuguesa promova um “passeio científico” num bairro habitado por significativa percentagem de oriundos (em primeira geração ou seus descendentes) de outros países/continentes, para que desse “passeio científico” saia uma iluminada conclusão de que esses habitantes têm “cultura”, que são “pessoas” e têm/”são” “património”, é má demais para ser verdade. Mas é verdade, isto acontece em 2016. Ainda.

A coberto das (tradicionais e sempre infernais) boas intenções, da chamar a atenção para as vivências (e direitos) de imigrados, desapossados (e refugiados), regressa-se – sob subsídio estatal – ao grau zero da reflexão, da vigilância epistemológica. Entretanto as instituições subsidiadoras, as estatais e não só, agradecem a auto-mutilação alienante. Que a verve até pode ser crítica mas, como é óbvio, quem vai assim não conta.

Sobre esta temática, a dos que gostam de “pretinhos” (ou de estranhos de outras cores e feitios) e de os visitar em seus sítios, vê-los tal e qual eles realmente  são, no seu meio ou similar, tão interessantes, tão culturais, há vários textos. Um deles, mera proposta de leitura, é este. Antes um passeio destes, de leitura, que a companhia de alguns andarilhos.

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