A guetização da opinião

2-janeiro

Retiro esta imagem de um sítio de adeptos do Sporting (e não sei retirar-lhe o dístico verde, absolutamente redundante, e isso lamento). Não venho com isto para falar de futebol. O que é interessante é que este ramalhete se conclui dias depois de Miguel Sousa Tavares (que tem tradição de trabalhar para “A Bola”) e de José Pacheco Pereira se atirarem às redes sociais por promoverem a “ignorância”, o “empobrecimento do debate público” e a “guetização da opinião” (para citar jpp).  Pode-se dizer que isto, este exemplo, é só jornal desportivo mas isso é esquecer não só o papel histórico de “A Bola” na imprensa portuguesa como, e mais, o actual peso do futebol na sociedade. E, fundamentalmente, que isto representa o que se passa na imprensa.

Pacheco Pereira e Sousa Tavares mostram-se incapazes de entender que aqueles processos de opinião arregimentadora e pauperizada medraram primeiro do que tudo na imprensa. Isto dever-se-á a uma distracção (ou seja, a uma incompetência para o papel de “construtor de opiniões”). Mas talvez se deva a mais do que isso. A algo bem mais feio.

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