Ler na escola

gg1984mm

Tive boas (não excelentes mas boas) notas a Português, no 10º/11º ano. Não estudava. Tinha uma vantagem: livros em casa, da família e meus. E lia-os. O que dava para flanar na escola. Naqueles 1979/1980 sofri de menosprezo enjoado quando levámos com “O monge de Císter” e o “O Bobo” de Herculano – que puto podia ter apreço por aquilo depois de uns anos antes ter passado por Walter Scott, Henryk Sienkiewicz, Dumas, Féval, Verne, Salgari, Karl May, etc.? E ao mesmo tempo irritei-me, mesmo, com Garrett (de tal maneira que nunca mais a ele voltei): já naquele tempo me parecia que só servia para nos afastar da leitura. E lembro-me de debater isso com os meus pais, que não deixavam de me dar razão.

40 anos depois está a minha filha no 10º ano, 14 anos: o professor britânico de inglês colocou-a a ler (trabalho de grupo) “The Great Gatsby” e tem que optar (trabalho individual) entre “1984” e (yes) “The Mystic Masseur”. O professor português de português colocou-a a ler “Frei Luís de Sousa” (80 páginas de primeiro acto, entre texto e imensos comentários!!!, resmunga ela. E eu) … A miúda vem do “O Nome da Rosa” e cai no “Frei Luís de Sousa” (e com dezenas de páginas de comentários!).

É assim que tem que se aprender a língua? E a interpretar textos literários? Os anglófonos estão completamente errados?

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