A soberanite

karl-popper-1

Muitos dos antropólogos mais contemporâneos muito se abespinham com a utilização do “nós”, o que associam à negação dos atributos positivos que a esse “nós” se atribuem.  Ou, melhor dizendo, dos atributos positivos que nós atribuímos a esse “nós”. Esse “nós” que é tão fundamental, tão actual. Como aqui: “O presente livro … pretende esboçar algumas das dificuldades com que se defronta a nossa civilização, caracterizada pelas suas aspirações humanitárias e pelos seus ideais de racionalidade, igualdade e liberdade; uma civilização que ainda vai na infância e continua a medrar, apesar de ter tantas vezes atraiçoada por inúmeros dos seus principais expoentes intelectuais. Procura mostrar que ela anda não recuperou inteiramente do choque do seu nascimento – a transição de uma “sociedade fechada” ou tribal, regida por forças mágicas, para uma “sociedade aberta”, que sanciona a liberdade crítica dos homens – explicando a forma como esse choque poderá ter sido determinante no surgimento de movimentos reaccionários que tentaram, e tentam ainda, derrubar a civilização e restaurar o regime tribal, e sugerindo que aquilo a que actualmente chamamos totalitarismo deriva de uma tradição tão antiga ou tão moderna quanto a própria civilização“.  (13)

Substitua-se “tribal” pela soberanite, a doença senil do comunismo e a metástase do neofascismo, os populismos em voga, e o texto nem parece ter sido publicado em 1945.

Advertisements

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s